Com formação em Teologia e Filosofia, o bom velhinho tem pós-graduação em gerenciamento empresarial e também é músico. Gosta de música clássica e orquestrada. Já cantou no coral sinfônico da Ospa, deu aulas de piano, toca órgão “de tubos” e estudou trompete.
Fluente em alemão, bom entendedor de inglês, adepto do portunhol, é um Papai Noel Intelectual. Bastante religioso, foi pastor da Igreja Luterana durante 37 anos. Todas estas qualificações fazem sua responsabilidade aumentar diante das crianças.
Martinho considera que uma das suas missões ao representar a figura do bom velhinho é ensinar as crianças a serem bondosas e acessíveis. “Conversar e dar um afago nas crianças que vêm pedir um abraço e demonstram carinho”, comenta ele, lamentando a falta de referências paterna e até materna que muitas vezes percebe.
“As crianças e os adolescentes precisam de conselhos e bons exemplos”, acrescenta. Martinho carrega consigo dois lemas: 1) “não preciso ser bom, só preciso estar em boa companhia” e 2) “ser útil é bom para os outros; sentir-se útil é bom para nós mesmos”.
Martinho mora no bairro Jardim Itú Sabará, na Zona Norte. É casado com Heloisa, sua “assessora de marketing” e dona da agenda do Papai Noel, tem três filhos e duas netas gêmeas. Passado o Natal, ele faz a barba e corta o cabelo para aproveitar o Verão. Em maio volta a cuidar do visual para o próximo fim de ano.
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Publicado originalmente no Jornal Via Norte,
edição 110, dezembro de 2011.
edição 110, dezembro de 2011.

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