15 Janeiro 2010

You learn

Parafraseando Alanis Morissette:
You live, you learn.
Apesar dos pesares, 2008 e 2009 foram anos bons pra mim. Os melhores, diga-se de passagem, dos últimos tempos. No primeiro eu sacudi a poeira do tapete. Revi conceitos, valores e reorganizei minha vida. No último, fiz de tudo um pouco: fui a lugares onde nunca tinha ido, quebrei alguns tabus e fiz coisas que antes não pensava em fazer, me livrei de um ou outro "pré-conceito" e resolvi aceitar/entender que certos gostos são culturais, extrapolei algumas vezes, trabalhei bastante, entre um milhão de outras coisas... e, claro, mais uma vez repensei princípios.
Você vive, você aprende.
A máxima já é batida, mas às vezes acaba esquecida... Em 2010, eu espero continuar aprendendo. Mudar algumas (tantas) coisas em mim, sem abrir mão da minha essência.
Também quero acertar mais nas minhas escolhas, sem fazer apostas erradas. E não quero viver histórias que não são minhas...
Noite passada, vasculhando rascunhos no meu celular, encontrei a frase abaixo esboçada por mim em 14 de julho de 2009 – pela data, afirmo que não tinha nenhuma razão (ou pessoa) especial que me motivasse a rabiscar isso – num momento em que estava apenas pensando na vida:
A decepção ensina. O tempo cura a dor, cicatriza a ferida e faz acreditar de novo.

17 Dezembro 2009

Salve a língua portuguesa II

"Sanitize aqui suas mãos" diz o cartaz colado acima do álcool gel. A foto é contribuição do amigo Rodrigo Gomes, que registrou a barbariedade no Maxxi Atacado do Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre. Parece que inventaram um novo verbo...
Resolvi dividir minha angústia com meu revisor preferido. Depois de algumas pesquisas no Google, ele arriscou palpitar uma explicação. Pode ser que "sanitize" venha do verbo '"desinfectar" em português de Portugal.
Percebe-se que a expressão vem sendo utilizada como uma espécie de termo técnico. Descobrimos, inclusive, que no Brasil existe até norma pra "sanitizar":
A Lei Estadual n.º 15.389, de 22 de setembro de 2005, que institui a obrigatoriedade de realização do processo de sanitização em locais fechados de acesso coletivo, públicos e privados, climatizados ou não, com o fim de evitar a transmissão de doenças infecto-contagiosas;
Eu só não entendo pra que complicar e tornar mais feio algo que podia ser tão mais simples... ou é tão difícil assim usar "desinfecte suas mãos"???

02 Dezembro 2009

Passo a passo, em busca de reabilitação

Crianças e adolescentes com necessidades especiais têm oportunidade de desenvolvimento no Cerepal
Qualquer movimento é lento, mas toda evolução é comemorada. É neste ritmo que a vida acontece para dezenas de crianças, adolescentes e jovens adultos que frequentam o Centro de Reabilitação de Porto Alegre – Cerepal, que fica no Passo D’Areia. Dia a dia, dão um passo de cada vez na busca pela inclusão. A entidade beneficente de assistência social existe desde 1964, quando foi fundada por um grupo de pais com filhos portadores de lesão cerebral.
Terapeuta ocupacional faz trabalho de
estimulação precoce com bebê de oito meses

(Foto: Bruna Karpinski)
Atualmente, a instituição presta atendimento multidisciplinar a 148 portadores de necessidades especiais. Médicos, psicólogas, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionista e professores especializados, além de estagiários das mais diversas áreas, fazem parte do quadro funcional. “Nosso objetivo é desenvolver ao máximo o potencial das crianças, possibilitando a sua independência e integração na sociedade”, explica a assistente social Kátia Araújo, coordenadora técnica do Cerepal.
Enquanto alguns pacientes vivem em regime de semi-internato, com almoço no local, outros cursam a Escola de Educação Especial ou participam de oficinas pedagógicas de dança, música e artesanato. Os que já passaram da idade de reabilitação – em geral, maiores de 15 anos – frequentam grupos de manutenção para manter a qualidade de vida. É o caso de Carlinhos Antônio Marra, 34 anos, ex-aluno que hoje também é funcionário da entidade.
Festa das Bruxas no Cerepal
(Foto: Bruna Karpinski)
A presidente do Cerepal, Inajara Maria Lafourcade, conhece a entidade há 32 anos. Isto porque sua filha, Janaína, hoje com 34 anos, é portadora de necessidades especiais. Desde então, esta mãe, também especial, tem se dedicado à causa. Sem fins lucrativos, a instituição sobrevive de doações dos sócios, que contribuem com valores espontâneos e com trabalho, além de ajuda do governo. O clube de mães, que promove rifas, galetos, brechós e chás, é outra fonte de renda.
“Quem quiser ajudar, com doações ou trabalho voluntário, será muito bem vindo”, solicita Inajara. Ela destaca que isso é possível através do Funcriança, mecanismo no qual pessoas físicas e jurídicas podem fazer doações e abater diretamente no imposto de renda. O Cerepal fica na Rua Brigadeiro de Oliveira Neri, 115. Interessados em contribuir, podem entrar em contato pelo telefone 3342-9753 e 3343.7586 ou pelo e-mail cerepal@cerepal.org.br. Mais informações no site www.cerepal.org.br.
Publicado originalmente no Jornal Via Norte
edição 85, novembro de 2009.

01 Dezembro 2009

Vídeo gaúcho recebe prêmio nacional

"Elton e a Bailarina", produzido pela DRAMAZeppelin Filmes, de Porto Alegre, é o grande vencedor do Festival Online de Vídeo Olympikus.mov. O trabalho retrata o dia a dia de dois personagens reais: o alpinista industrial Elton Fagundes, que há anos pratica rappel e transformou o esporte em trabalho, e sua esposa, a bailarina Aline Karpinski. As imagens foram gravadas no Morro do Itacolomi, em Gravataí.
O concurso, que teve como tema Inspiração e Esporte, recebeu dezenas de trabalhos de todo o País. O vídeo "Elton e a Bailarina", que foi escolhido entre os dez mais votados e comentados, será inscrito nos principais festivais de cinema do Brasil durante um ano, com todos os custos pagos pela Olympikus.


23 Novembro 2009

Às vezes ela acerta, outras se engana

Mesmo sendo sensível ao extremo, ela não sofre te TMP, nada dessas frescuras. Às vezes faz o tipo durona, mas não cola muito até porque isso de fingir que não se importa não é com ela. Acontece que, depois de um tempo, um certo receio chegou para ficar. E, com razão, não tem data para ir embora. Isso porque, volta e meia, é pega de surpresa. E não cansa de se surpreender, seja positiva ou negativamente. Uma hora ainda aprende a não esperar demais das pessoas.
Ela é assim... só consegue escrever sobre a vida quando está triste. E como escrever é uma das coisas que melhor sabe fazer, lhe faz um bem tremendo. Como qualquer pessoa, às vezes ela acerta, outras se engana. É que justo no momento em que baixou a guarda, caiu. Foi às nuves, "se achou", como dizem por aí. Na volta, ficou sem chão. Logo ela, que sempre pensa que já sabe alguma coisa sobre a complexidade dos sentimentos. Logo ela, que insiste em acreditar nas pessoas. Esquece que muitas delas vivem oscilando entre o sim, o não e o talvez/quem sabe.
Mas neste mundo de incertezas, de uma coisa ela tem convicção: um gesto ou atitude dizem muito mais do que qualquer palavra. Logo, se uma e outra não condizem, é sinal de que algo está errado ou não vai bem. Outra vez coberta pela sombra de uma enorme nuvem de pensamentos, busca, como sempre faz pra tudo, respostas. Mas é como tentar entender por que no mesmo dia chove e faz sol. Sempre é díficil, soa estranho.